As confraternizações na empresa

Posted on junho 20, 2009

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homem_bebendo_06Há empresas que realizam festas periodicamente, seja para comemorar aniversários, datas especiais, finais de ano ou simplesmente para promover uma confraternização entre o pessoal do trabalho, uma vez que a correria e a rotina do dia-a-dia nem sempre favorecem a tais eventos. Justamente nestas ocasiões, as pessoas que trabalham juntas podem se conhecer (um pouco) melhor, entendendo e compreendendo certos comportamentos, ou colaborando e obtendo cooperação, seja na própria organização, seja na vida extra-institucional. É aí que a organização informal se manifesta por meio da integração, o que é extremamente salutar, pois no cotidiano nem sempre o profissional revela todo o seu lado pessoal, e isto geralmente contribui para aumentar o rendimento dentro da empresa.
Não se pode esquecer, também, o contexto negativo das confraternizações, mesmo com menor frequência, como as afirmações que são feitas e que, dificilmente, ocorreriam no ambiente empresarial, e as brigas entre aqueles que geralmente bebem além da conta e perdem o controle de suas ações. Como isto transcende as barreiras da empresa, pode causar enormes prejuízos, como desentendimentos internos e queda no rendimento, tudo porque foi esquecido o lado profissional. As confraternizações passam uma ilusória sensação de liberdade como se, em um evento fora da organização, tudo fosse permitido. Devemos lembrar que, mesmo nas festas, a todo instante, as pessoas estão sendo observadas, pelos superiores, pelos colegas, por terceiros, e é bom estar sempre atento a isto.
Pessoas com um bom comportamento nas confraternizações não darão motivo para comentários de terceiros sobre suas atitudes e, por outro lado, aquelas cujo comportamento é desregrado ou instável serão alvo de comentários e poderão comprometer a sua vida profissional naquela empresa. Mesmo considerando que pessoas não são máquinas, é preciso ser profissional em todos os lugares; daí a orientação para aproveitar as confraternizações sem exageros.

Júlia Cristiane Schultz-Pereira

Jornal Diário Catarinense
30/05/2009  N.8451

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